domingo, 14 de dezembro de 2008

DEPOIS DE UMA BREVE PAUSA AQUI NO BLOG, VOLTEI AO MEU INFINITO (QUASE) PARTICULAR!

Oi meus amigos! Estava morrendo de saudades do meu querido, estimado e amado blog! Faço o possível para não me ausentar por muito tempo, mas desta vez andei mais enrolado que o previsto, mais perdido que surdo em bingo. Amo escrever e já estava ficando bastante agoniado! Obrigado pra galera que sempre acessa a minha página e comenta comigo! Vocês me mostram que cada linha escrita aqui vale muito à pena.
E agora, pra não perder o costume... Aí vai... Mais um capítulo da série “o que as vozes ditam na minha cabeça”... é isso aí... de volta ao batente!


Esporadicamente costumo colocar minhas impressões pessoais sobre alguns dos livros que leio. Sobre este também manterei o hábito, e em se tratando de Dan Brown, não cometeria o pecado de deixa-lo de fora do meu blog. Seus livros são, via de regra, empolgantes, e apesar da estrutura ser basicamente a mesma – narrador-observador, sociedade secreta, personagem misterioso ao telefone, assassinato na linha “queima de arquivo” – Dan consegue trazer reviravoltas e surpresas a cada página, deixando o leitor intrigado até o fim.

Após o "Código da Vinci" com o Priorado de Sião e "Anjos e Demônios" com os Illuminati, Dan Brown capricha novamente na fórmula e pela terceira vez acerta em cheio com o seu "Ponto de Impacto".

Porém, neste caso a trama não gira em torno de conspirações religiosas e catolicismo. Brown coloca seu talento para a política norte-americana e também para as nossas concepções (positivas ou negativas) sobre existência de vida extraterrestre.

"Ponto de Impacto" tem como foco o embate na eleição presidencial (por volta de 2001). Dois fortes candidatos cobiçam a cadeira mais importante da Casa Branca: Zacary Herney, o atual presidente e candidato a reeleição e o senador Sedgewick Sexton. Entre os dois existe uma séria divergência: o futuro da agência espacial NASA. Herney é um entusiasta que investe quantias faraônicas nas pesquisas espaciais. Já Sexton bate na tecla dos inúmeros projetos fracassados com o intuito de convencer a opinião pública de que a agência nada mais é que um enorme buraco negro a sugar parte dos impostos dos cidadãos. Sexton é favorável a privatização da exploração espacial e ao fim da NASA.

Visando derrubar o senador Sexton, que tem sua campanha patrocinada por um grupo de empresários do setor aeroespacial conhecido como "SFF" – Space Frontier Foundation, a NASA, com o apoio do atual presidente dos EUA, anuncia que uma descoberta abalará os alicerces das verdades ditas estabelecidas, irá mudar os horizontes das pesquisas cientificas sobre a recorrente questão: Estamos sós no universo?

Um poderoso satélite que pertence ao projeto "PODS" – Polar Orbiting Density Scanner, responsável por efetuar varreduras climáticas no pólo norte e gerar dados sobre o degelo e demais variações, localiza uma enorme rocha. Um meteoro que muito provavelmente trata-se do corpo celeste conhecido por "meteorito de Jungersol", caído no planeta por volta do ano de 1716, na geleira Milne.

O que traz este meteorito de tão especial? Seria esta descoberta por si só capaz de arruinar as contundentes afirmações de Sexton, que insiste em questionar os gastos gerados pelas missões frustradas da NASA? Não seria tarefa fácil uma vez que o senador de forma muito bem embasada critica a agência espacial que, segundo ele, já teria começado de forma equivocada: A NASA iniciou-se como um projeto em que 12 países investiram grandes somas. Em vista dos constantes transtornos e prejuízos, todos os países envolvidos saíram em debandada. Restou ao governo norte-americano tocar o projeto adiante até os dias atuais. Razão mais que suficiente para aniquilar este elefante cor de rosa.

A descoberta faz com que os cientistas na NASA pulem de alegria e também com que Sexton esmurre a mesa de ódio, arrancancando ao mesmo tempo ferozmente os últimos fios de cabelo que lhe restam. A rocha traz em seu interior nada mais nada menos que evidências contundentes de vida extraterrestre. Quase uma centena de fósseis identificados como grandes artrópodes permaneceram preservados por cerca de 300 anos. Está ai o ás na manga de Herney, pronto a recuperar o prestigio e a credibilidade da famigerada agência espacial. De quebra, seria novamente eleito, visto que usaria a seu favor este fato inusitado. Agora sim conseguiria calar os empresários aeroespaciais e varrer de uma vez por todas para debaixo do tapete o "Space Commercialization promotions act", um projeto elaborado por políticos com a linha de pensamento de Sexton e que tem por finalidade abrir a exploração espacial para empresas particulares. Sempre colocado em pauta, sempre vetado pelo presidente. Herney reforçava a tese de que a exploração do espaço por empresas particulares enfraqueceria as pesquisas cientificas, uma vez que os particulares enxergariam apenas as perspectivas de lucro com turismo espacial.

O pano de fundo é tão atraente quanto o cenário principal. Típico de Dan Brown é trazer a tona informações pouco conhecidas e, no entanto muito curiosas (segundo nota do autor, todas as organizações e tecnologias descritas no livro existem de fato). Seria o caso, por exemplo, da "NRO" – National Reconaissance Office, uma agência de pesquisas ligada ao governo.

Brown também não deixa livre de suas linhas o caso Roswell ocorrido no estado do Novo México em 1947, que na verdade mascararia um projeto secreto conhecido como "Mogull". Tratava-se de um balão espião destinado a captar sons provenientes dos testes nucleares realizados pelos russos. Nesta ocasião um protótipo teria saído de seu curso, teve problemas, caindo logo em seguida no Novo México. Infelizmente os destroços teriam sido encontrados antes dos militares. Um fazendeiro chamou a policia e os jornais do Estado divulgaram. A hipótese de contato com alienígenas surpreendeu as forças armadas, mas era oportuna por ofuscar a verdadeira historia. Ainda nos dias atuais os cidadãos comuns ainda costumam confundir o "Global Hawk" da NRO com discos voadores.

Alem disso também há considerações sobre o desenvolvimento por parte da NASA, de um novo combustível: a pasta de hidrogênio. Muito poderoso e de queima limpa. É um forte candidato a ser o propulsor para as viagens a Marte. Seria um projeto secreto por questões de segurança nacional: os EUA temiam o desenvolvimento tecnológico da China. Uma plataforma de lançamento “comercial” chinesa estaria sendo desenvolvida. O problema é que pretendiam alugá-la para quem fizesse a melhor oferta. Isto abria um perigoso precedente baseado no fato de que algum inimigo dos EUA pudesse estar interessado.
O "SAA" – Suboceanic Array Sistem também é citado durante a narrativa. Trata-se de uma rede composta por 59 microfones espalhados pelo planeta no fundo do oceano. É uma relíquia dos tempos da guerra fria que nos últimos anos vinha sendo utilizada por oceanógrafos para estudar a emissão de sons e o comportamento das baleias. Em meados dos anos de 1980 a NRO a substituiu por um equipamento 30 vezes mais poderoso, o "Classic Wizard".

Lembrando também da "SFF" – Space Frountier Foundation, o conjunto de empresas que no enredo, apóia Sedgewick Sexton.

Aliado a tudo isso há uma gama de personagens interessantíssimos. Por estas e outras razões, não apenas este, mas todos os demais livros de Dan Brown são impecáveis.

Um comentário:

guilherme disse...

muito bom hehe, não tem como não ler o livro depois de ter lido isso!!! Vlw!!